terça-feira, 7 de junho de 2016

(So)neto

Detesto que me perguntem como vou
Vou como melhor me convém
Por onde possa ir só, em silêncio, bem
E só quando eu quiser notem onde estou

Não gosto que perguntem como sinto
Sinto-me sozinha em terra estranha
Sinto tudo o que em minha alma contenha
E ainda as sensações do mundo pressinto

Quem sou eu? Sequer ousem perguntar
Sou labirinto de perguntas; as respostas
São o motivo desse meu solitário vagar

Não me perturbem. Desejo contemplar
Até saber do que estas amarras são compostas
E de que maneira poderei me libertar

Iriene Borges

3 comentários:

andrea disse...

Adorei, obrigada por compartilhar seu talento.

Olinto A. Simões disse...

A incrível e incansável busca da liberdade, sempre questionada por quem livre não é.
Concordo com você e grito em uníssono.

Pessoas comuns ..., não perguntem nada, apenas aprendam com os exemplos dados pelos poetas.

Grande Beijo, Enorme poetisa.
Olinto

aedoscuritibanos disse...

Seja bem vinda poetisa !