A arte é
pura impressão
Não tem peso
cheiro ou dimensão
É o que o
artista quis esconder
Mostrando
apenas o aparente
Aquilo que o
instigou a escrever pintar ou fazer
E que mora
de verdade dentro da alma da gente. . .
A arte é uma
avalanche
Que sem
motivo ladeira abaixo, desce
Levando em
seu furor o que foi passado
As coisas
esquecidas no tempo
Renovando-as
e transportando-as para o outro lado
Onde possam
respirar ar puro e limpo. . .
A arte é
contrária à morte
Fuga
possível de seu terrível guante
Anelo que se
liga à Eternidade
Apesar de
invisível e impalpável
Invade os
domínios da escuridão e da irracionalidade
Mais forte
que o medo, mesmo parecendo frágil. . .
À arte
ergamos um brinde
Com o melhor
dos vinhos de Dioniso
Na taça de
Vulcano esculpida em pedra
Sem ela o
amor não medra
Os que têm o
coração aberto vinde
Ela nos
acena com um tempo sem fim meio ou início. . .
- por José
Luiz Santos, o JL Semeador, na Sala de Leitura da Casa França-Brasil, em
04/11/2011, ao cair da noite, apesar de ainda parecer dia (uma leve mexida em
03/10/2012) –
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