Acordei há pouco e não estou bem certa se sonhei ou se vivi.
Lembro de um tempo de Xerazade. Havia um pastor que seguia
no céu a passarada e que levava o rebanho do alto da montanha para o cercado da
casa. Pôr-do-sol. A casa feita de pedras na Guatemala. Família de pescadores
que contavam histórias dos velhos astecas. Flores ao redor da taipa. A mulher
preparava olhos de peixes para servir no jantar. E, um menino, perseguia corpos
celestes.
Agora estou lembrando...
Li em sânscrito essa história, num tempo longínquo em que
usava tamancos e saias rodadas. Num tempo quando nos encontramos na biblioteca,
meu amor.
De Mara Paulina Arruda
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