quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Canto IX.



Acordei há pouco e não estou bem certa se sonhei ou se vivi.
Lembro de um tempo de Xerazade. Havia um pastor que seguia no céu a passarada e que levava o rebanho do alto da montanha para o cercado da casa. Pôr-do-sol. A casa feita de pedras na Guatemala. Família de pescadores que contavam histórias dos velhos astecas. Flores ao redor da taipa. A mulher preparava olhos de peixes para servir no jantar. E, um menino, perseguia corpos celestes.

Agora estou lembrando...

Li em sânscrito essa história, num tempo longínquo em que usava tamancos e saias rodadas. Num tempo quando nos encontramos na biblioteca, meu amor.

 De Mara Paulina Arruda

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