sábado, 13 de outubro de 2012



haut marais
depois da place des vosges
rua molhada e nua
a porta verde os numeros
o corredor escuro a escada
de madeira muito velha
sempre velha demais
como se nerval tivesse
se arrastado ate la em cima
com desejo de cordas
ate o minusculo quarto
do tamanho da cama
e a janela aberta
diante duma parede mofada
como um momento
livre de pollock
sem cadeiras sem mais nada
apenas o desejo e a cidade
la embaixo
como uma aranha faminta
a mesma q no mercado
com um vinho branco suave
um pouco de ancel e seu rio
lentamente adormecia
como se jamais fosse acordar
novamente

 Alberto Lins Caldas

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