sábado, 13 de outubro de 2012

O Pavão



O pássaro. A terra comerá todos os seus ohos, pétala por pétala. Visto demais, em leque, incompreendido. Pisa no futuro, treva após treva após treva.
Abriu-se em sua cauda uma máquina do mundo, não quer dizer nada.
Coroado por si mesmo. Pateia como um rei no exílio. Vive só, numa única manhã feita de todas as auroras. Arremessou-se no espaço, quase livre. Não venceu. Bicho mitológico, dorme!, as formigas te desmontarão.

 Rodrigo Madeira

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