O pássaro. A terra comerá todos os seus ohos, pétala por
pétala. Visto demais, em leque, incompreendido. Pisa no futuro, treva após
treva após treva.
Abriu-se em sua cauda uma máquina do mundo, não quer dizer
nada.
Coroado por si mesmo. Pateia como um rei no exílio. Vive só,
numa única manhã feita de todas as auroras. Arremessou-se no espaço, quase
livre. Não venceu. Bicho mitológico, dorme!, as formigas te desmontarão.
Rodrigo Madeira
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