domingo, 19 de julho de 2015

William Teca


às vezes, creio que teria sido melhor ter aprendido marcenaria, mas agora, estou velho demais; fiz paredes de livros ao redor do meu umbigo e me pergunto: pra que raios isso serve? ou, de que serviram todos esses anos, lendo livros que ninguém lê? conheci a embriagues, a solidão, os eternos ritos do suicídio. arte é confronto, nunca apaziguamento, é viver a eterna tempestade; nunca há o bem estar típico dos que aceitaram o projeto da felicidade - aqui dentro é foda: uma irmandade de gente louca, em contato direto com os deuses e que sorriem com desdém da normalidade. contudo, já que tudo fora inútil (menos este trago e este cigarro), vou acabar indo sozinho para o diabo.

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