William Teca
às vezes, creio que teria sido melhor ter aprendido
marcenaria, mas agora, estou velho demais; fiz paredes de livros ao redor do
meu umbigo e me pergunto: pra que raios isso serve? ou, de que serviram todos
esses anos, lendo livros que ninguém lê? conheci a embriagues, a solidão, os
eternos ritos do suicídio. arte é confronto, nunca apaziguamento, é viver a
eterna tempestade; nunca há o bem estar típico dos que aceitaram o projeto da
felicidade - aqui dentro é foda: uma irmandade de gente louca, em contato
direto com os deuses e que sorriem com desdém da normalidade. contudo, já que
tudo fora inútil (menos este trago e este cigarro), vou acabar indo sozinho
para o diabo.
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