As pessoas buscam Deus. As religiões o usam. A sociedade
ampara-se em dogmas similares para que as Instituições controlem. No fundo de
todo homem existe o Fantasma do medo plantado por mãe, pai, padres, pastores...
Criamos um mundo de medo, ao invés de um mundo de amor. Não amor no sentido
pequeno e humano de querer ser amado, do receber e receber sem a parte mais
plena e libertadora que é o _ dar. Sempre voei para os espaços vazios e
quintais. Queria acompanhar as formigas no chão, as borboletas no ar... Pois
aos que foi dado o direito de viver sem questionar, basta seguir o ritmo
natural. Se eu sou hippie? Não. Nova era? Jamais. Vegana? Também não. Então,
quando os homens começaram a classificar, incluíram este ranço que se volta
contra quem vive, ama e pensa como bicho e flor... Que acordam e preferem o
canto do pássaro que o noticiário tão igual. Quem duvida que vivemos o _ Admirável
Mundo Novo _ eu que insisto em correr em busca da minha mãe natural (metáfora
da criação), não encontro lugar. Tenho pena dos que se contentam com uma
religião, ou a busca dela. Deus não está nas religiões. Nada nos faz mais
humanos e menos nocivos do que apenas seguir o grito natural daquilo que nos
colocou aqui... E isto nem significa família. Significa este fio que segue
plantado dentro de cada um. A própria voz, o simulacro da beleza do único amor
que importa está lá, desde o Big Bang. Então, desculpem os que vivem com os
sermões a apontar a sujeira do sexo, a falta de senso em ter um deus Mamom...
Desculpe se eu não creio mais em legados, livros sagrados... Eles ergueram os
maiores muros em todos os tempos. Iniciaram e prolongaram as mais sangrentas
guerras... Desculpem os crentes, os dementes que se acham crentes, os que acham
que humanidade é classificar, julgar, apontar, tentar consertar... Tem um
paraíso escondido dentro de cada um... E isto eu penso há muito, bem antes de
me saber poeta. Querem um mundo melhor: Amem. E esqueçam Deus. Aliás, ele está
saturado de ser usado para coisas pequenas. Ame! Ame! e Ame!... Só assim vale a
pena, e ganhar ou perder, não importa... Estar certo ou errado, muito menos...
E se me perguntarem o que é o amor, então, já estão pedindo demais... Tire os
sapatos, fique nu de pele e ossos, cerre os olhos e caminhe, caminhe, caminhe e
quem sabe o amor venha ao teu encontro...
Bárbara Lia, primavera de 2013
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