domingo, 6 de outubro de 2013

As pontes de Madison



Fátuos amores persistem na rotina fosca.
Eternos amores diluem-se em cenas,
Poemas & Sangue-açucena.
(Estrelas agregadas à constelação invisível)

Acima, na cartografia celeste,
Cada amor postergado - uma estrela.
Via-Láctea invisível que nutre Deus.

Francesca! Tua cena; minha cena.´
Éden secreto plantado ao lado de uma ponte...

(belgas, romanas, suspensas ou cobertas
como tua Roseman Bridge)

Bem-te-vis à flor da pele bicando dentro
A orquídea de fogo que se hospeda
Após as horas mornas _ breveternas.

Francesca! Tua sina; minha sina.
O infinito que cabe em um dia ou dois,
três ou quatro...

E a vida inteira a beber as águas da estação do amor.
Até tornar-se pó e diluir-se acima das águas onde imperam
Pontes de leveza rústica e bela...


Velha Iwoa e suas pontes de Madison.

Bárbara Lia


*Reescrevi este poema que foi publicado no site _ Escritoras Suicidas _ há alguns anos...

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