Fátuos amores persistem na rotina fosca.
Eternos amores diluem-se em cenas,
Poemas & Sangue-açucena.
(Estrelas agregadas à constelação invisível)
Acima, na cartografia celeste,
Cada amor postergado - uma estrela.
Via-Láctea invisível que nutre Deus.
Francesca! Tua cena; minha cena.´
Éden secreto plantado ao lado de uma ponte...
(belgas, romanas, suspensas ou cobertas
como tua Roseman Bridge)
Bem-te-vis à flor da pele bicando dentro
A orquídea de fogo que se hospeda
Após as horas mornas _ breveternas.
Francesca! Tua sina; minha sina.
O infinito que cabe em um dia ou dois,
três ou quatro...
E a vida inteira a beber as águas da estação do amor.
Até tornar-se pó e diluir-se acima das águas onde imperam
Pontes de leveza rústica e bela...
Velha Iwoa e suas pontes de Madison.
Bárbara Lia
*Reescrevi este poema que foi publicado no site _ Escritoras
Suicidas _ há alguns anos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário