São muitos os desafios
incutidos à vida..
são ciclos contínuos
de fantasias, surpresas
que ora nos fazem predadores,
ora nos fazem frágeis presas.
Já me fiz poeta afoito, intenso.
Já me fiz poeta solto, modo imenso.
Por entregar-me ao prazer sensível,
de querência inteira, forma e modo completos,
viajei por estrelas, sóis e desertos...
Já trespassei os limites das madrugadas.
Já viajei pela eternidade de mãos dadas.
Já me fiz essência do tudo e do nada.
Já me perdi por absoluta ingenuidade.
Já rumei distâncias imensas, sob adversidades.
Já rimei no limite mor da vontade.
Já pensei piamente que tudo se fazia verdade.
Já me supus imerso em felicidade.
Já me calei tamanha se fazia a leviandade.
Já deixei de ser, fingindo não ver falsidades.
Já fui ao fundo do abismo, onde a luz não invade.
Já fui dominado pela voraz e tórrida maldade.
Já fui insultado, e deixei-me passar por covarde.
Mas prosa que segue,
tracejei-me, fiz-me leve,
comprei imensa arca
coloquei nela, todas as pesadas marcas,
e forma suave, qual colibri a voar,
lancei-a ao mar.
Tento agora reinventar
o que em mim existia.
Dou-me por inteiro à luz dia,
refaço em mim a poesia
e alegre me faço...
feito encantado abraço...
volto pro meu espaço,
e aguardo...
novos dias virão...
josemir(aolongo...)
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