quarta-feira, 10 de julho de 2013

Antropofagia permitida
 
Lança sua teia de fibra prateada,
enrosca-me e prende este pesar;
devora-o e libera sua secreção em nova vacina.
 
Reata a adrenalina deste órgão pungente, e
devora-me com seu nefasto desejo,
eu absorto,
alio-me a esta antropofagia de gostos:
 
- no impávido desejo nos consumimos em
barbárie sublime...
 
Renascemos como guerreiros laureados
na glória do gozo!
 
Angelo Colesel

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