Eu me movo
em um fio de sombra
nas estradas
que não têm história.
Eu reconheço as gotas
que deixaste cair
e ouvi na voz da cotovia,
uma perturbação vibrante
sem o pêso do visível,
e então cavo na fumaça
para me abrigar do nítido,
me tenho secreto
entre a ponta do pincel
que sangra
e a definição da matéria
até que se torne o sopro!
Uma respiração que late
como a recordação
de um tango abandonado.
Marco Scarpulla
[tradução: Tullio Stefano]
Mi muovo
in un filo d'ombra
nelle
strade
che non
hanno storia.
Riconosco le gocce
che lasciate precipitare
e ne sento la voce di allodola,
una perturbazione vibrante
senza il peso del visibile,
e allora scavo nel fumo
per ripararmi dal nitido,
mi tengo segreto
tra la punta di pennello
che sanguina
e la definizione della materia
fino a divenire soffio!
Un respiro che abbaia
come il ricordo
di un tango abbandonato.
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