segunda-feira, 8 de julho de 2013

Nem o brilho cego, nem a sombra.


Nem o brilho cego, nem a sombra.
Nada se curva a qualquer matiz,
a nenhum nome.
Um homem não deserta.
Sequer encontra o ponto de partida.
Uma folha que não se fere.
Nem a queda se faz pressentida.
Quem viaja, a nu de águas insubmissas
sem fundo, sem superfície
lançado ao veio de sua própria raiz,
encontra uma fatal pergunta
sonhando, em litígio,
a estas horas, escrevendo
ainda que para conceber um deus terrível.



 Roberta Tostes Daniel

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