Cadáver no rio. À margem do qual, vagão refrigerado conserva
sardinhas e acordes de Beethoven. Sudário de espuma na goma
negra
da água, galhos e bonecas mutiladas. A ratazana rodeia a
omoplata,
trinta e dois dentes. Nos olhos, cavernas aquosas, algo se
move.
Creio que a asa duma borboleta. (Poema inédito da Rosana
Piccolo)
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