De repente, o açúcar fez-se pedra.
A água da fonte escureceu,
As flores desbotaram,
As paredes descascaram,
A estátua entristeceu
E os adornos perderam
Sentido.
De repente, a música acabou.
Os vasos esturricaram,
As escadas rangeram,
Os moribundos acordaram,
O odor tomou conta,
A mosca morta
Bateu asas.
De repente, o sorriso pifou.
Os velhos se embriagaram,
As moças se prostituiram,
O pipoqueiro adoeceu,
As pombas apareceram
E o colorido dos livros
Acinzentou.
De repente, as normas infestaram.
O menino não ligou,
Os olhos cegaram,
A boca encerrou,
Os ouvidos estouraram.
E aquela mesa,
Sucessão de tantos instantes,
Aquela bendita mesa
Nunca mais seria a mesma.
De repente,
Aquilo tudo acabou.
Élisson 16/10/2013
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