o bêbado saiu do bar, atravessou a rua, e começou a me
seguir. e no meio do trânsito mormacento de fedores e ruídos sem ida nem vinda,
ele me gritou: ah lá, chama lá, chama lá, o cara é viado! ah lá, chama ele lá,
é viado! o cara é viado! depois de umas buzinas, e de conforme eu ir me
distanciando, seguindo a minha trajetória tangente e desimportante, o ruído do
ônibus esmagou a voz dele. eu queria ter olhado para trás, mas minha web camera
estava desligada, preservando-nos de qualquer desfecho especial.
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