Te ofendo porque te adoro.
Te quero e tu não me mereces.
Insisto tão somente por vaidade.
Resisto pela minha teimosia.
Me humilho aos teus pés por orgulho.
Me faço de vítima para que me salve.
Invento qualidades que tu não tem,
e abro mão de todas as minhas.
Na improbabilidade do ego,
deturpo os sentimentos,
não compreendo as palavras,
vejo tudo às cegas
e interpreto os sinais pelo meu desejo.
Tão tolo...
lamentando por perder
o que nunca foi meu...
chorando por quem
jamais viu quem realmente sou...
refém da minha obsessão,
escravo da minha loucura,
muito distante da sobriedade
do verdadeiro amor...
Cristian Ribas
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