Poemas são serpentes
oráculos de mesa
ralos e reles
nas faces sem ossos
de homens fronteiriços
cânticos que desnudam
espadas
em suas penas tão próximas
ao aço e à fúria
macias crisálidas de outono
quando perfumam-se as águas
das nascentes morenas
de mais uma esperança.
Jandira Zanchi
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