quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tímida Babilônia

Onde Curitiba esconde

o marfim de seus elefantes

mortos?



Nas intransigentes ruas

sem saída?

No copos sem alma

de sua nobre boemia?



Na maquiagem que quer livrar

sua cara

desumanizada?

Ou no sorriso banguela

da sua

Boca inchada?



Pervertida e dissimulada

a polaquinha rebola na XV,

uma piscadela para o estrangeiro

capital



a viatura policial indica o lugar

do POVO



Piás vestidos de papel e alumínio

sem esmola e sem futuro

cruzam com madames poodle que

cintilam no escuro.



Na Paula Gomes ou na Trajano Reis,

na Conselheiro Laurindo ou na André de Barros,

na Cruz Machado ou no Batel, Curitiba tenta

se livrar do tédio!



Plano piloto por sobre um cemitério

indígena



É no km 65 da Serra do Mar

que ainda sangra

a autonomia da Curitibranda,

nossa inexpressividade

nacional



O banzo da província

cedeu ao underground

xintoísta? Ou está

injetado nas estações

tubo?



Curitiba digere

àquele que nela se perde



O elefante de pelúcia,

moribundo

caminha vinte e quatro quadros

por segundo!


Ricardo Pozzo
Pó&Teias

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