Gente austral, modifique a natureza
Em golpes artificiais de sabor lacustre
Que se martirize um rio e sua pureza
Ignorando a sua diversidade silvestre
Na Zâmbia, em parto avesso, de costas
Viaja jovem e faz puberdade angolana
Antes da sua circuncisão nas cataratas
Numa queda em que procura areia plana
Chavuma, Victoria, Ngonye Falls vitais
Inundacoes no povo Lozi de duas capitais
Não estragam a festa Kuomboka da gente
Sacodem Lealui e Limulunga alegremente
Já adulto, Kariba confere vida militar
Kahora Bassa e holofotes a conquistar
Mistura energética de varões afluentes
Kabompo, Chire, Luenha, consistentes
No caminho da velhice o rio se renova
Faz as barbas na calma dos hipopótamos
E nos dentinhos dos crocodilos se escova
Entre escarpas, ondas, ambientes e ritmos
Perto do mar o rio ganha uma medalha
Armando Guebuza de sonho anti-pobre
Atravessou-lhe o peito numa batalha
De mistura da identidade mais nobre
Pedro Lavieque
Nenhum comentário:
Postar um comentário