sábado, 9 de maio de 2015

Alexandre França


Sigo explodindo cabeças
Ou seja, estourando rolos
De plástico bolha
Cortando as unhas dos pés
Levando a sério o boa noite
Do último noticiário.
No lugar onde transportamos e
Somos transportados onde
Trocamos cabeças para estoura-las
A tarde com as pálpebras
O transporte público da mente
O único espelho que me faz
Esquecer da imagem.
A ciência fabrica as dores
E os suores nestas horas
Há uma fábrica moldando
As bolhas que iremos
Estourar
Deus retalha diariamente
Seu próprio

Rosto.

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