segunda-feira, 4 de maio de 2015

THEOPHORUS - III


À beira
do abismo
eu brinco.
Meu jogo é o infinito.
Às vezes aposto tudo
e nada ganho.
Outras jogo nada
e tudo levo.
O que vale é o risco.
À beira
do abismo
eu danço.
Para quem traz um deus dentro de si
tudo é álibi.
(Doce é a vertigem
para quem lança os dados
no caos. Os dados
e as botas.)
Mas, principalmente,
à beira
do abismo
eu grito:
todo anjo é terrível.
Terrível e fascinante.

Otto Leopoldo Winck

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