quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sete

você procura sempre o eterno.
quer materialidade no etéreo.
intenta amanheceres de glória,
cambraias, rotinas e finais felizes.
mas coito não se delonga em gestação
e nosso cego fétido feto agoniza
a penumbra morte de sete meses.

Marcio Knoblauch

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