quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Paradeiro

Se te endureces a artéria cômica,
Se te entopes a veia poética,
Se te estancas o nervo
simpático,
Se te esclerosa a prematura
prosa,
Se brochas assim que
desabrochas...?
-Autópsia na alma!
Na poesia, epilsepsia,
Hérnia na métrica,
Verrugas  no verso...?
-Necropsia nas fantasias!
Na trova, atrofia
Na rima arritmia ?
Ultrasonhografia!
(Chek-up para que
nada escape ) !
-Acudam,
o Profeta mudousse!
-Vejam,
o Menestrel se fez de surdo !
-Absurdo,
o Visionário se fez de cego !
Não há mais cavaleiro
andante,
Errante, sem corcel,sem
berrante;
Perdeu o fio da meada,
(Quixote que se lança
e na ponta da lança só
esperança),
Cadê Sancho Pança?
Quem deixou de castigo a
criança 
que caía em si fazendo tanta
estripulia,
estancando a sangria por
onde escorria
tua alegria?
Quem tapou o furo
por onde vazava
teu futuro ?
Esqueceram de te avisar
e decretaram o teu fim?
Como eu te acho,
quando te procuro
e não te encontro mais em
mim ?

Netinho

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