segunda-feira, 11 de novembro de 2013

estou a escrever os mais belos poemas de amor que escrevi e não posso publicar pois a força da minha poesia detonou um moço não acostumado a poemas que detonam... estou a escrever alguns romances válidos, novos,
gênero que amo, personagens lindos, mas, não posso revelá-los, pois o
único caminho pra mim são concursos e estou atada, muda, apaixonada,
sem chão, sem ter para onde ir e nem ter o que dizer aqui neste
Facebook, sem ter como me integrar, eu que sempre sou a estrangeira
em tudo... e estou só como sempre como nunca jamais, vestindo a cada
dia aquela _ máscara _ qual no poema a Tabacaria, ainda que as máscaras que me atiram não caibam em minha face... ando com saudade
de tudo, de antes, do agora, do amanhã... ando com vontade de descer
uma escada e sair em um reino nunca visto, pisar uma estrada desconhecida, encontrar um rio virgem, um lugar, para ficar, sem dor,
sem nenhuma dor, sem ter que dizer que sou quem sou... ou quem sabe
pode ser até, sair por um bairro estranho e ao tomar o táxi ouvir um
velho motorista embevecido com a mulher dizer _ a senhora parece
tão meiga... jura? que bom ouvir isto, eu havia esquecido, de tanto
gritarem que eu sou horrível, baterem as portas, calarem respostas,
e não é que nua e crua sem saberem que sou poeta e escrevo _ estas
coisas _ eu volto a ser apenas uma meiga senhora, de olhos tristes,

e alguma esperança...

Bárbara Lia

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