O ROSTO da minha avó morta,
plantada ao alto no
canteiro da minha memória
a sua voz ecoando,
a sua voz rude, mas húmida
a sua voz como um
bom orvalho...
e agora, que estou deitado,
vejo as suas mãos - tão reais! - estigmatizadas,
vasculhando-me o corpo ( aberto )
afundando-se nas minhas entranhas
duas tesouras douradas à procura da rosa secreta.
Luís Costa
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