sábado, 12 de setembro de 2015



Faço briefings o tempo todo. mas isto não é nada comparado a flor azul sem crase que atravessa a imanência hormonal das palavras de minhas irmãs. elas trazem conchas, revoluções, discordâncias. tudo em pétalas de bruxa lacrimosa. quando a bruxa chora e chove sobre a terra. os dias estão difíceis, pois invoquei pavonia, de uma forma mais evolutiva que a forma espiritual. ela quer dizer e ainda me confunde. sua carne provável impede-me de realizar poemas. e eu sofro cortando a face dos dedos (falanges de água sutra) no império das imagens. mas sei que ela dirá, pois não está sozinha. tem um príncipe emancipado que me disse não ser possível alcançar a realeza sem uma rainha forte. flor azul de minhas indecisões: torço que nasça com um rebento inadmissível na terra dos sonhos mortos. forte na corpulência das beatitudes da sororidade. e mais não digo, porque o vinho é insano de rubis e versículos de animais marinhos. e por hoje, contento-me na invocação de nomes femininos que soam o álcool de cereais na desenvoltura alquímica dos perfumes.

Andréia Carvalho Gavita

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