A tal Maria Bonita,
Amante de Lampião,
Sua cabeça está inteira,
Mostrando grande inchação,
Mas assim mesmo se via,
Uns traços da simpatia
Da cabocla do sertão.
Morreu Maria Bonita:
Que Deus tenha compaixão,
Perdoando os grandes crimes
Que ela fez pelo sertão,
Nos livre de outra desdita,
Que outra Maria Bonita.
Não surja mais neste chão.
[do folheto A morte de Lampeão, de João Martins de Athayde,
escrito em cima do acontecimento e vendido às grosas para todo o Nordeste,
segundo o antropólogo Valdemar Valente]
Fonte : escritora Jussara Salazar
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