sábado, 4 de janeiro de 2014

CALOR DA HORA


há muita poesia em curitiba.
babaca professor doutor nunca irá ver.

a poesia feita em Curitiba
é bomba sofisticada
é artefato inclassificável

ir no seu barco para o fundo
ou para a beleza...
Leminski ou Dalton,
errou otário,
Rollo

poesia em Curitiba dá baque,
maldiz a vizinha
come o cu da caretinha
poesia em Curitiba é precursora
aquele titã de uma figa
imitou o livro do thadeu

idiota professor gaudério
nunca vai perceber
poesia em Curitiba
é clã
é motim

eu conheço trinta poetas
entre Leminski e 2013
filha da puta que dá aula
na universidade
diz que são três amigos dele

poesia em curitiba é bairrista
teu neto
tua puta
e a tua diarista
irão ler

não hoje,
amanhã,
que é sempre ontem

poesia em curitiba
é cemitério de elefantes

vê esse morto
é thadeu, é ivan, é marcos, é madeira,
é claudino, é jacobsen, é solda, é pilar,
é vulcanis, é palito, é roberto, é corona,
é david, é rollo, é stella, é estrela, é patrícia,
é fernando, é magela, é tatara, é viralobos,
é cobaia, é magoo, é aluísio, é Carlos Jorge,
é alec, é cristiano, juliano, é dyane,
é fred, é bárbara, é luciana, é marilda, é nara,
é Rafael Walter, Giuliano Andreso, é Pozzo,
mais os que não citei
porque me irritei

poesia em Curitiba
é a lasanha que comi
ouvindo a artista plástica de merda
maldizer os que eu vi sofrer comigo

poesia em Curitiba é o que respiro
poesia em Curitiba é uma companhia solitária
é uma pedra rara


Adriano Smaniotto

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