Sobre a caixa que reveste
O meu cérebro de bem te vi
Um campo de capim
Amarelo cor de ninho para por meu coração
Para dormir quando a noite vem
Olhando o céu e a sua imensidão...
Mas quem disse que esse menino dorme?
Dorme não!!
São nessas horas quando todos dormem
Que o meu coração sai de fininho
Em silêncio e sem ninguém ver
Voa para bem longe
Em busca de sementes para florir o chão
Que cobre a minha cabeça...
E pela manhã ao acordar eu não me surpreendo
Com o cheiro do mato verde que desperta os meus sentidos
É que as flores me são brotadas nas madrugadas
E durante todo o meu dia...
Eu faço de conta para poder viver em paz
Que o perfume que me inebria não é esse que vem de mim
Mas de um outro qualquer que costumo usar
Que tem no seu nome uma marca de fantasia
Para ter o que falar se me perguntam...
Os superficiais!!
(Adelaide N.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário