sábado, 11 de janeiro de 2014

DAS SEMENTES DE ONDE VIM



Sobre a caixa que reveste
O meu cérebro de bem te vi
Um campo de capim
Amarelo cor de ninho para por meu coração

Para dormir quando a noite vem
Olhando o céu e a sua imensidão...
Mas quem disse que esse menino dorme?
Dorme não!!

São nessas horas quando todos dormem
Que o meu coração sai de fininho
Em silêncio e sem ninguém ver
Voa para bem longe

Em busca de sementes para florir o chão
Que cobre a minha cabeça...
E pela manhã ao acordar eu não me surpreendo
Com o cheiro do mato verde que desperta os meus sentidos

É que as flores me são brotadas nas madrugadas
E durante todo o meu dia...
Eu faço de conta para poder viver em paz
Que o perfume que me inebria não é esse que vem de mim

Mas de um outro qualquer que costumo usar
Que tem no seu nome uma marca de fantasia
Para ter o que falar se me perguntam...
Os superficiais!!


(Adelaide N.)

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