Luiz Felipe Leprevost
o ano se inicia. suamos e choramos a mesma matéria que o
mar: água salgada, tormenta calmaria. submersos navios da História, e as
nossas, mínimas, feitas de mesquinhez e alguma bondade pra lá de eventual.
monstros marinhos no infinito Globo Terrestre de mistérios e exuberância, e os
inacessíveis abismos escuros. aqui na beira aqui no raso, ao menos, os
banhistas, festivos como num comercial que descesse redondo, fingem ignorar que
todos, mais hora menos hora, seja de excesso seja de tédio, nos afogaremos (até
eles, os chamados Salva Vidas), se é que já não aconteceu. o ano se inicia,
viva viva viva! e pouco importam estas ridículas plaquinhas de Perigo.
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