segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Poema de Vida e Morte

Dizer é viver
Calar é morrer
Falar é expressar
manifestar idéias...
Digo quando sinto
pulso, vivo...

Não poder dizer é sufoco
é massacre, é tortura... é morte
A mordaça é corrente
que aprisiona, que sufoca,
que oprime

Deixe- me dizer
Deixe-me  viver

Quando digo sei que existo
Quando calo, me anulo
Tudo fica obscuro
Se não manifesto
não sei se sou

Não poder ser é clausura,
dor, morte, angústia imensa

Se digo, vivo
Sei que sou,
sei que sei ou que não sei
Mas sei que existo
e poderei ousar...ir além

Está escrito; 'no princípio era o verbo..."
E não fosse o verbo nada seria

Deixe-me falar
Deixe-me viver
Deixe-me ser o que sou
Ou deixe-me tão somente.

Ana Aparecida Rodrigues Bezerra.


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