Dizer é viver
Calar é morrer
Falar é expressar
manifestar idéias...
Digo quando sinto
pulso, vivo...
Não poder dizer é sufoco
é massacre, é tortura... é morte
A mordaça é corrente
que aprisiona, que sufoca,
que oprime
Deixe- me dizer
Deixe-me viver
Quando digo sei que existo
Quando calo, me anulo
Tudo fica obscuro
Se não manifesto
não sei se sou
Não poder ser é clausura,
dor, morte, angústia imensa
Se digo, vivo
Sei que sou,
sei que sei ou que não sei
Mas sei que existo
e poderei ousar...ir além
Está escrito; 'no princípio era o verbo..."
E não fosse o verbo nada seria
Deixe-me falar
Deixe-me viver
Deixe-me ser o que sou
Ou deixe-me tão somente.
Ana Aparecida Rodrigues Bezerra.
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