domingo, 8 de dezembro de 2013

Dispense as rosas. Suas botas tangem sinfonia em surdina. Pisam _ espinhos _ teu coração. Despetaladas, em tuas mãos, os rastros são necrose pura. Pálpebras da memória a contemplar restos que só os abutres amam.
A pútrida máquina de carne _ em carne viva _ só serve ao corvo de Poe.

Bárbara Lia/ O sal das rosas _ Lumme editor (2007)


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