Dispense as rosas. Suas botas tangem sinfonia em surdina.
Pisam _ espinhos _ teu coração. Despetaladas, em tuas mãos, os rastros são
necrose pura. Pálpebras da memória a contemplar restos que só os abutres amam.
A pútrida máquina de carne _ em carne viva _ só serve ao
corvo de Poe.
Bárbara Lia/ O sal das rosas _ Lumme editor (2007)
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