quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

NAGARJUNA



para Ronald Polito

Olho
peixe flor
tão falange
pelicano,
pedra até
morder o verde
leopardo:
cego espaço
para um galo,
acender o chá
de manteiga
e a sopa
de cevada.
Disse
Nagarjuna:
por trás
das treliças
o avesso
do reflexo,
que não cessa.


Claudio Daniel

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