Assim explicou-me o anjo sattivo que pousou à cabeça de meu
amigo:
"Igual ao petroleiro que preso está, ao cais, pela
espia de amarra mas cuja tripulação em delírio esquece de baixar âncora, a
partir do momento em que a espécie elegeu o ambiente controlado em oposição ao
selvagem, hipervalorizou o simbólico enquanto no Real o Duplo Sapiens sirva,
desde então, somente à manutenção inerente ao controle, mesmo que as regras que
estabeleçam o controle estejam fundamentadas no simbólico e não no Real. Com
isso, quando o poder quer se explicar, usa a lógica do simbólico, que carece de
lastro. Quando quer controlar usa a lógica do Real.
Ou seja, fomos organizados para sustentar o surto da
espécie, desterrados do Real, iludidos pelo simbólico que varia, conforme a ideologia
dominante."
Ricardo Pozzo
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