quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"Não era eu que subia aquelas escadas, eram minhas pernas. Mas junto com elas vinha um turbilhão. Invariavelmente eu me meto em turbilhões, então eu também subia aquelas escadas. Pernas e turbilhões. Precisava vê-la, era urgente como respirar, urgente como respirar. E eu ofegante com minhas pernas e turbilhões a subir a escada. Eis que de repente me aparece a porta, aquela porta, a porta que deveria ser dela, a porta que daria para os infernos ou céus. E eu atônito diante dela, a porta. Deveria haver uma forma menos dolorosa de se procurar o ser amado. Subir escadas, se meter em turbilhão, ficar parado diante de uma porta. Definitivamente, não."


assis freitas

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