"Não era eu que subia aquelas escadas, eram minhas
pernas. Mas junto com elas vinha um turbilhão. Invariavelmente eu me meto em
turbilhões, então eu também subia aquelas escadas. Pernas e turbilhões.
Precisava vê-la, era urgente como respirar, urgente como respirar. E eu
ofegante com minhas pernas e turbilhões a subir a escada. Eis que de repente me
aparece a porta, aquela porta, a porta que deveria ser dela, a porta que daria
para os infernos ou céus. E eu atônito diante dela, a porta. Deveria haver uma
forma menos dolorosa de se procurar o ser amado. Subir escadas, se meter em
turbilhão, ficar parado diante de uma porta. Definitivamente, não."
assis freitas
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