O aquecedor no canto do
quarto lança seu olhar de abandono. Nem ligo, jogo um vestido de verão por cima
dele. Súbito, margaridas do estampado perfumam o ambiente. O dia me pede
faxina, mas eu amanheci pronta para a escrita. Consultarei as margaridas do
vestido folha a folha – escrita, faxina, escrita, faxina, escrita, faxin ...
Tudo bem, eu obedeço, mas nunca mais consultarei margaridas de tecido. As
naturais são mais sábias... Bom dia queridos leitores, amigos, família de perto
e de longe.
Glória Kirinus
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