domingo, 5 de janeiro de 2014

Varões

Quando vi a árvore ser abatida pelo minuano, aconteceu de eu também ser arrancado do meu comando cerebral.Não esperava que a coisa fosse chegar ao ponto de , no blecaute da rua, eu parar diante de um desconhecido e golpeá-lo sem dó.Por que, ao sangrar,ele sorria como se eu lhe desse o melhor?Quebrei com o pé seus dentes perolados.Ele engolia ou, mais,bebia o sangue,parecendo perverter seu conteúdo...Abandono-o na lama e me apresso até o bar iluminado por uma vela que deixa minha mão tão esmaecida que com ela não tenho como abarcar o corpo ou qualquer coisa que eu possa triturar ou engolir com esse rum ali num trago só.Cai-me a mão,caio atrás...À espera de que o homem que feri entre no bar e me leve pra qualquer lugar.

João Gilberto Noll.in Relâmpagos .FSP081001

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