Não apenas um vento,mais, uma truculenta massa de ar com seu rugido vergastando cabeleiras e copas.Pois era um dia assim. E eu ia me casar. meu vestido de noiva sobre a cama.Minha mãe que entrava já arquitetando me despir, arrumar. Quando pousou a mão na minha pele nua mais que branca, pálida , me senti desmoronar.Acordei na enfermaria.Minha mãe me dando colheradas de uma sopa rara."Por quem cismei?",refleti."Por quem ardi, chorei?Encostei a boca na laranja descascada.Esqueci de mordê-la.Batom na fruta."Olha, pintaram meus lábios!- para quem ?"
João Gilberto Noll.in Relâmpagos. FSP 140200
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