sábado, 13 de setembro de 2014



● jardim das agulhas de pinheiro ●
● sob a chuva dessas noites ●
● entre barcos destroçados ●
● aguas vivas peixes voadores ●
● não ha estrelas nem do mar ●
● so mastros arruinados ●
● jardim das agulhas de pinheiro ●
● de porto em porto perdidos ●
● nesse murmurar de vento ●
● não adianta acariciar as armas ●
● vencidas nem os remos podres ●
● nem as linhas de sombra ●
● jardim das agulhas de pinheiro ●
● assim o sol se desfazendo ●
● entre verdes amarelos ●
● silencio q se esmigalha ●
● na mesma noite essa noite ●
● q meu ulisses me deixou ●
● jardim das agulhas de pinheiro ●
● onde esperamos os mortos ●
● entre flores secas e esterco ●
● não adianta mais as ancoras ●
● não ha nenhum fio de lã ●
● não ha um sonho enfim ●
● jardim das agulhas de pinheiro ●
● sempre aberto com cheiro de sal ●
● esse cheiro do nosso sangue ●
● aqui sabemos sempre o q vira ●
● aqui sabemos q ulisses não vira ●
● aqui as fontes se fartaram ●
● jardim das agulhas de pinheiro ●
● onde inventaremos nosso ulisses ●
● aventuras entre terras e mares ●
● uma volta um desejo a loucura ●
● de quem busca a si mesmo ●

● não encontra e não sabe ●

Alberto Lins Caldas

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