Luiz Felipe Leprevost
aprender esses "ainda bem que não é", aguentar,
aprender a gostar disso também. até vou escrever na minha mão (minha agenda).
isso, coloca nas linhas do destino. bem, não coloco na palma, porque ia sair
logo, anoto meus compromissos na parte de cima da mão. tem destino também na
parte de cima, pois não. ah nada como um poeta, os outros dizem que vão me
comparar uma agenda. uma agenda, mas nada nunca é tão definidor. por que não?
poucos tem a coragem, dá muito trabalho. mas o corpo e a mente um pouco que
obrigam. rever, repensar, tentar não ficar desesperado. tenho tido um pouco de
ajuda da medicina ocidental também. acho que tem um nível tolerável de
desespero... com ele dá pra viver. passei pelo intolerável, ali a coisa fica
pesada, ali a morte é uma opção válida e aí, acho, é quando a cabeça e o
coração deixam de ser um. a pior dor do mundo sempre é a nossa, porque é só a
gente que tem
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