quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Luiz Felipe Leprevost


aprender esses "ainda bem que não é", aguentar, aprender a gostar disso também. até vou escrever na minha mão (minha agenda). isso, coloca nas linhas do destino. bem, não coloco na palma, porque ia sair logo, anoto meus compromissos na parte de cima da mão. tem destino também na parte de cima, pois não. ah nada como um poeta, os outros dizem que vão me comparar uma agenda. uma agenda, mas nada nunca é tão definidor. por que não? poucos tem a coragem, dá muito trabalho. mas o corpo e a mente um pouco que obrigam. rever, repensar, tentar não ficar desesperado. tenho tido um pouco de ajuda da medicina ocidental também. acho que tem um nível tolerável de desespero... com ele dá pra viver. passei pelo intolerável, ali a coisa fica pesada, ali a morte é uma opção válida e aí, acho, é quando a cabeça e o coração deixam de ser um. a pior dor do mundo sempre é a nossa, porque é só a gente que tem

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