para Fernando Pessoa
quem estranha o mundo
estranha o além.
fora do aqui
estranha-se o agora.
cego pelo absurdo
e sem sonho
equivale ao mundo,
embora não pareça.
quem sonha
e sabe impossível,
sabe o começo.
quem sonha o agora,
embora não pareça,
é além do mundo.
(Augusto Meneghin)
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