quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Soneto



para Fernando Pessoa

quem estranha o mundo
estranha o além.
fora do aqui
estranha-se o agora.

cego pelo absurdo
e sem sonho
equivale ao mundo,
embora não pareça.

quem sonha
e sabe impossível,
sabe o começo.

quem sonha o agora,
embora não pareça,
é além do mundo.

(Augusto Meneghin)


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