quarta-feira, 28 de maio de 2014

brancos e quebrados
todos soltos sem medida
tudo sempre tão pobre e feio
emparelhados na mistura
um grito um gesto todo frio
um pouco de sal e alegria
basta lamber a parede e o chão
basta so e somente so coçar
os dedos dos pes e a barriga
quebrar vidraças e coisas
como vasos de porcelana
ou pratos de argila barata
depois sair pras esquinas
tomar cafes e chas e comer
biscoitos frios querendo mais
um belo copo de vinho
ou a boa mistura de conhaque
vermute leve e whisky duplo
depois de tres ou quatro
disso q queima e faz rir e rir
não é possivel voltar pra casa
agora o rio as ruas as raias
tudo aberto tambem ri
agora tudo dança e corre
não ha nada melhor
q essa liberdade crua e seca
q nasce solta e breve na lingua
*
Alberto Lins Caldas


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