sábado, 6 de junho de 2015

Meu coração é um violino.
Lá fora sopra o vento
contorcendo o mar.
Penso no infinito.

La fora passa o vento
digladiando com o mar.

A ideia é um precipício.

Por que há o vento,
penso no principio,
no sem fim, no caminho.

Triste verso que agora escrevo
(e que alguém vai lendo),
pensar é um abismo.

Sou pequeno, bem pequeno,
mas minhas mãos tem gestos
que nunca terminam.


Felipe Stefani 

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