segunda-feira, 8 de junho de 2015

S A B E R E S

Se não existe saber na flor,
como explicar o odor da rosa?
Se não existe saber na semente,
como explicar o sabor do fruto?
Se não existe saber nas borboletas,
como explicar o voar das cores?
Se não existe saber na fonte,
como explicar o saciar da sede?
Se não existe saber no pássaro,
como explicar o vôo do beija-flor?
Se não existe saber na mata,
como explicar a harmonia da floresta?
Se não existe saber na rocha,
como explicar a paz da montanha?
Se não existe saber na terra, na água, no sol e no ar,
como explicar a vida?
Se somente existe saber nos humanos,
como explicar as inúmeras guerras?
Se a isso chamam civilização,
como se explica a fome?
Ciente da minha ignorância exercito a humildade.
Abdico do ter humano racional,
para ser humano emocional.
Abdico do ter humano científico,
para ser humano do saber empírico.
Abdico da razão,
para ser só coração.
Podem ficar com seus conhecimentos,
prefiro a sabedoria da natureza.
Que me faz ser puro, que me faz poesia.
Que faz com minha pobre rima,
gargalhar do espanto da burguesia.
Em meio ao povo com alegria e felicidade,
apresento a minha monografia com o tema poesia.
Na periferia aprendo a solidariedade,
estou pós graduado com especialização em emoção.
Nas ruas em estado de graça,
termino o mestrado em amizade.
E finalmente a harmonia união da diversidade,
me torna phd em simplicidade.
Se você pensa diferente, se você acha que exagerei na constatação.
Pode ser que tenha razão.
Que tal o consenso e o bom senso?
Falo do equilíbrio entre razão e emoção.
É isto , mais, o enigma do nascimento,
um piscar para a eternidade,
e o mistério da morte.

João Bello atualizou a foto da capa dele.



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