sábado, 6 de junho de 2015

theodore





● pobre theodore ●
● horas assim ha coragem ●
● tanto nos olhos quanto na boca ●

● depois ele fica mascando ●
● o bico do cachimbo e degustando ●
● o cavendish preto com baunilha ●

● é verdade q sera o fim em breve ●
● com um tiro de pistola de prego ●
● na nuca como todos os cavalos ●

● mas o nosso velho theodore ●
● não sabe disso e fica maneiro ●
● como marinheiro em pleno mar ●

● suas carnes e os musculos ●
● tanto das pernas quanto do tronco ●
● serão pras nossas postas de fome ●

● os q viram e se lembram ●
● dele se arrastando na areia ●
● tanto no verão quanto nas noites ●

● saberão como mastigar sua carne ●
● pois ele sabia brincar no tempo ●
● sabia rir e cantar e nos alegrar ●

● não é facil viver e morrer ●
● assim entre nos essa raça viril ●
● de herois e destemidos guerreiros ●

● isso bem sabe o nosso theodore ●
● principalmente porq ele desconfia ●
● da grande essencia da vida e ri ●

● o proprio theodore se pudesse ●
● diria certo como é belo morrer ●
● depois de servir a todos e bem ●

● ele diria é terrivel a hora o valor ●
● dos q não sabem q a vida é alegria ●
● e horror na mesma sem medida ●

*
Alberto Lins Caldas

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