sábado, 13 de abril de 2013

CONFISSÕES



 
para o tanto de amor que te tenho, aqui
tenho-o guardado
o tanto que ainda não me ofereci, assim
como sou, como nunca viste
sentiste, algumas vezes
que de mim fugiste?
 
fugiste!? sentiste!?
pouco, muito pouco...!!!
belo, nada há que eu te possa comparar:
nem o tanto que te tenho
nem a dor que me devora a carne
nem a alma que só te quer amar
 
vivo, a suspirar teu éter
e quando me desapareces...
vertigens, confissões de êxtases
segregam mortes
mas o corte que o instante encerra
diz à vida, que teu ser enterra, em mim.
 
(Adelaide N.)

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