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segunda-feira, 25 de novembro de 2013


Chama-se a Dor, e quando passa, enluta
E todo mundo que por ela passa
Há de beber a taça da cicuta
E há de beber até o fim da taça!

Há de beber, enxuto o olhar, enxuta
A face, e o travo há de sentir, e a ameaça
Amarga dessa desgraçada fruta
Que é a fruta amargosa da Desgraça!

E quando o mundo todo paralisa
E quando a multidão toda agoniza,
Ela, inda altiva, ela, inda o olhar sereno

De agonizante multidão rodeada,
Derrama em cada boca envenenada
Mais uma gota do fatal veneno!
Alex Barros



terça-feira, 30 de março de 2010

minu[ T ]os

O TEMPO PREGOU A PEÇA

e o relógio se perdeu.



na escrivaninha o homem criou uma peça

com os olhos no relógio

QUE A TORTO O TEMPO MARCAVA

E o homem perdeu SEU TEMPO

ficou velho, careca e com ALGUNS resquício GRISALHOS



NO TEMPO DE SUA PEÇA

o homem ficou sábio

com os olhos no relógio

esqueceu do mundo DESTE TEMPO



O mundo prega peças

ANTES DO FIM - DE CADA UM.

PERDENDO-SE NO GIRO DO PONTEIRO



Esqueceu-se quem era:

se foRAM AS LEMBRANÇAs,

Que no tempo ficou.

E Perdido por todo o tempo,

De passar tão lento...

Um destes se foi.



BuscANDO saber:

Se era o tempo; a peça;

a escrivaninha ou

o relógio...

PERCEBO Q’era o homem,

Que por tanto contar às horas

se matou DE TÉDIO.

(SE MATOU DE TÉDIO)

Alexandre Barros