Mostrando postagens com marcador josé alberto sá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador josé alberto sá. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de outubro de 2017

Timoneiro



Mais nada tenho a temer
Hoje sinto-me timoneiro do meu navio
Não baixo velas…só sei erguer
Mãos no leme…homem de brio
Hoje navego olhando o horizonte
O passado para trás ficou
São vitórias todas ao monte
Que o tempo e o vento juntou.
…
Fixei uma linha
Olho o presente sem medos
O futuro que se avizinha
Seja da felicidade do mar
ou dureza dos rochedos.
Perdi por vezes, por vezes não tive
Por vezes deixei escapar
Coisas de amor num declive
Mas hoje sou timoneiro de mar
Nada me fará parar.
…
Meus marinheiros são os dedos
Meu mar é o meu coração
Caravela minha sem medos
Tuas ondas a minha paixão
Cheiro as tormentas da vida
Aromas e Essências de encantar
Alecrim e canela na despedida
Do tempo passado em meu mar.
…
Tuas palavras são lidas na minha certeza
Meu horizonte que fixei é em ti
Esperando por ti minha alteza
E que não sofras o que sofri
Sou o timoneiro do teu mar
Sou a voz rouca que chama à janela
Navego para te amar
Aroma e essência de canela.

José Alberto Sá


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Navegar



Corre para mim ou voa
Sente a leveza de teus pés
Navega no meu mar, com tua canoa
Que me escondo em teu convés
Corre medusa de raios de luz
Sente as ondas do mar
Com tua canoa faz jus
E vem ouvir as sereias cantar
Corre e ouvirás melodia
Sentirás a minha presença
Comigo de noite, navegas de dia
Embalados na música a nossa sentença
Corre sobre a espuma Lilás
Aproveita os ventos uivantes
E mergulha na água que me trás
Saudades de deusas amantes
Corre medusa perfumada
Pérola de azul celeste
Navega em meu mar e numa lufada
Sente o beijo que me deste
Corre ou voa como gaivota
Em meus braços voarás
Vem menina marota
Vem ao mar que satisfaz
Não voas... Pensas tu, vem navegar
No mar onde sonhas e te sorri
O êxtase do mergulho te vai lembrar
Que sou um mar só para ti.

José Alberto Sá


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Uma voz...



No horizonte vi meu destino
Vi jardins, canteiros de alegria
Ouvi anjos cantar o hino
Visões de sabedoria
Com eles cantei, canções de amor
Com eles escrevi linda poesia
Semente de jardins em flor
No horizonte avistei minha amiga
Acenou-me e me chamou
Acenei-lhe e chamei, vem rapariga
Eu aqui estou...
No horizonte...talvez miragem
Talvez ilusão
A virgem me aparecia
Eu a sentia em meu coração
No horizonte de meu mar
Vestida de branco
Iluminou o céu, clariou meu sonhar
No horizonte acenou... meu encanto
Abracei o sol, amei o mar
Abracei –o sentindo seu cheiro a canela
Amei-o sorrindo no meu embalar
Senti amor correndo para ela
No horizonte do meu sonhar
Talvez exista realidade
Esperando que a virgem me venha falar
Talvez acordado seja verdade.

José Alberto Sá


Sou…



Enviado à terra
Ser diferente
Enviado ao mar, à serra
Enviado como gente
Sou barro, sou criatura
Sou a fidelidade
Sou a procura
Sou a verdade
Sou o privilégio da luz
Sou o fogo, o ar
Sou o perdão de nossa cruz
Sou a paz, sou o luar
Existe fogo no céu
Vejam o clarão
As cores mandei-as eu
É o fogo de meu coração
Sou a delicadeza
Sou o rumo
Sou o alimento sobre a mesa
Sou o fogo sem fumo
Sou único, não sei explicar
Sou profundo em amor
Sou a profundeza do mar
Sou o aroma de uma flor
Espanquei a inveja
Espanquei a morte
Espanquei a hipocrisia, para que não se veja
Espanquei a desunião, do Sul ao Norte
Sou eu o José, a ferramenta
Sou em vós a lembrança
Sou aquele que afugenta
E vos trás a esperança

José Alberto Sá



Chuva



O relâmpago rasgou o ar
A lua se escondeu
Chuva leve me veio jurar
Que o amor dela sou eu
As árvores se vergaram
O trovão se fez ouvir
A vénia, beleza do mar
Da menina do meu sorrir
A chuva aumentou
Caía como flechas no chão
Menina corria e na pedra tropeçou
Caindo ferida no meu coração
A humidade… A mesma de um beijo
Sozinha sentada no chão molhado
A sua sensualidade meu desejo
Sua beleza… Meu ser obcecado
Cheguei perto, comecei por dizer
Levanta-te, vem comigo
O tempo vai escurecer
Vem ao colo meu, serei teu abrigo
A água que dela escorria
Aromatizava meu coração
Que belo perfume ela trazia
Que gota a gota caía
Na palma da minha mão
Depois de seca, menina desnudada
Parecia o sol em raios de cor
Desejos da minha amada
Na chuva parada
No sol do nosso amor

José Alberto Sá


O pão



Sou pão
na tua mesa
Sou a razão
onde estás presa
Sou felicidade
na tua vontade
Sou em tudo verdade
de tanta saudade.

Sou pão
no teu regaço
Onde dói meu coração
No que escrevo sobre um traço
Palavras, sinónimos, adjectivos
Poesia, prosa e texto
No amor estão os motivos
Na saudade do meu pretexto.

Sou pão
que te alimenta
Sou o vinho da tua sede
Talvez sofra em vão
Sou rascunho da sebenta
Sou o lamento na parede
Sou o amor que não aguenta.

Sou pão
Sou o rouxinol
Sou a flor da tua mão
A semente de girassol
Sou eu, quero-te
És flor, meu amar
Espero-te
Eu sou amor, és o meu mar


José Alberto Sá

Queria te sorrir



Tenho muito para dizer
Não sei como começar
Dizer que te amo… Meu sofrer
Dizer que te amo… Amor de mar
Todos os dias sou feliz
Contigo sonho, tanta vontade
Serias a minha raiz
Eu seria a tua verdade
Tanto te aprecio
Linda amizade em letras… Poesia
Prosa de encanto, correntes de um rio
Palavras diamante em tudo magia
Quanto não dissemos
Saudade verdadeira e sentida
Quanto nós queremos
Que abraçados sejamos a vida
És especial, conquistas-te
Ninguém mais ocupará teu lugar
Sei que em palavras amas-te
Eu te amei em segredos do mar
Lembro a tua distância
É inexplicável o teu sorriso
És no meu coração a ânsia
Um beijo teu que preciso
Tenho tanto para ti, minha flor
Tenho a saudade que me isola
Tenho em mim a tua falta, meu amor
Só tua presença me consola

José Alberto Sá