Mostrando postagens com marcador mariana valle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mariana valle. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

poesias de Mariana Valle


Antessala

Quero estar no vão do teu olhar,
no intervalo da tua fala,
na tua inspiração,
quero ser tua antessala.

Quero ser teu ato-falho
e estar no inconsciente.
Não quero ser o que você pensa
e sim o que você sente.

Não quero ser teu objetivo,
tua missão, finalidade,
quero me impregnar em tua veia
e ser pra sempre tua verdade.



Natural

A noite cai.
O sol se vai.
A chuva molha
e a folha chora
o orvalho da noite.

As flores morrem
e o vento corre,
varrendo a terra
e o caminho.

Eu, sozinho
ainda choro,
mas não imploro
por sua volta.
Eu sei que o fim
é natural.



Cena do crime

Ainda sinto teus dedos deslizando na minha pele
e tua voz ecoando em meus ouvidos.
Nas minhas roupas, o teu cheiro,
na minha boca, o teu mel.

Tuas palavras se repetem na minha mente
e no i-Pod ainda tocam as músicas que você gravou pra mim.
Os copos na pia continuam rubros, com os restos do nosso vinho,
e o cheiro da pizza ainda invade minhas narinas.

A cama está desfeita
e a banheira continua molhada,
e eu tenho a nítida impressão
de que você vai me abraçar a qualquer momento.

Mas estou totalmente enganada.
Você já se foi há muito tempo.
E eu ainda não consegui desfazer a cena do crime.




Mariana Valle

O barulho da água




Enquanto a água escorre
e a mágoa percorre meu corpo,
eu não escuto.
O mundo segue no mute.
O tempo passa na surdina.

Eu me entupo de luto
e derramo minha sina.

E assim,
alagada em minha lágrima,
cai a chuva, chora a água,
a dor transborda e me enxagua,
e eu me inundo de mim.

Até o fim.

Mariana Valle

quarta-feira, 29 de maio de 2019



Eu vivo povoada de gente
e alegres e festeiros sentimentos, mas, às vezes, preciso ficar à sós com meus tormentos,
alimentando pensamentos que curam
e, nessas horas, quando me procuram,
não entendem meu isolamento. Lamento,
mas eu só invento
esses poemas assim,
quando abandono tudo e todos, alienada em mim.



 Mariana Valle    

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Eu vivo povoada de gente



e alegres e festeiros sentimentos, mas, às vezes, preciso ficar à sós com meus tormentos,
alimentando pensamentos que curam
e, nessas horas, quando me procuram,
não entendem meu isolamento. Lamento,
mas eu só invento
esses poemas assim,

quando abandono tudo e todos, alienada em mim.

Mariana Valle   

domingo, 9 de dezembro de 2012


Às vezes é preciso esvaziar espaços
para ocupar com outros braços
os abraços que queremos dar

MARIANA VALLE 
- de seu livro recém lancado, PURO INSTINTO ( Editora Sapere).