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quarta-feira, 2 de maio de 2018


Seguranças e segurança no mundo do faz de conta

Shopping. Transeuntes. Pessoas despreocupadas. Aparentemente. Seus devaneios estão em aonde ir e no que gastar. Precioso tempo. Precioso dinheiro. Precioso tempo-dinheiro.

Vai e vem frenético. Palavras. Perfumes. Sorrisos. Sorvetes, de verão. Lojas. Presentes. Bancos. Cinemas. Eventos. Beijos. Abraços. Choros. Gritos de crianças.

Tudo esquematicamente cercado por seguranças e segurança. Lembra-me das minhas aulas de História sobre nossos antepassados. Castelos com seguranças e segurança. Sob os domínios de algum rei. O povo do bem, dentro. E o do mal, fora.

Engraçado este mimetismo. A violência, supostamente, lá e eu aqui, escrevendo esta pequena reflexão. São e salvo. São e salvo? Do quê? De quem? Da Casa Verde e do Dr. Simão Bacamarte.
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 “It must have been love”


Quantas vezes de mãos dadas passeamos naquele parque?
Foi lá que tudo começou e que também terminou.
Sem saber, pensando em você, a coincidência veio.
Restou saudades, carinho e gostinhos.
Eu aqui
Você aí.
Nós, nunca mais.
Carinho.
Saudades.
Gostinhos.

“It must have been love”
(!)
(?)
(…)

Curitiba 12.06.05 – 19:26

 Mário Auvim
Que crime cometeu?
Envolvido pelas grades
ofereceu seu último pio.
Deixou saudades.
Mas a garotinha
tão logo o esqueceu.
Noutro dia,
outro canário,
pelo mesmo crime padeceu.
Que crime, agora, este cometeu?

Mário  Auvim

Curitiba 27.03.05 – 04:3

Pesadelo




Eu tinha uma galinha,
que se chamava Berlamina.
Um dia fiquei com fome
e matei minha Berlamina.
De suas penas fiz um travesseiro
e é dele meu pior pesadelo.

 Mário auvim

Curitiba 02.03.96

sábado, 12 de agosto de 2017

Mulher



Foi ontem. Formatura da FAP - Faculdades de Artes do Paraná. Foi ontem. Discursos emocionantes. Como a arte dever ser. Descobri! A MULHER é uma arte que nasce pronta. Dúvida? Educadamente. Solicite a uma que levante seu pé. Educadamente. Na sola. Estará lá. Assinatura do maior artista de todos. DEUS.
Já o homem. Pobre homem. Todo quadrado. Sem graciosidade. Sem molejo. Também, antes de uma grande obra, tem-se um rabisco.


Mario Auvim

domingo, 19 de julho de 2015

Saudades dos bobinhos. Especialmente dos bobões.




Anos de 88, 89... Tanto tempo que já nem me recordo. Bola na rua. Costume naquela saudosa época. Hoje já não tão corriqueiro. Também, como de costume, havia um perna-de-pau que fazia sempre o favor de jogar a bola em algum terreno baldio. Essa foi nossa sorte. Encontramos duas bolas. A nossa. E uma outra, só com o couro. Claro, criança sempre pinta o sete. Pintamos mais uma vez, então.
Bem perto dali, atrás de nossas casas, estavam a construir prédios, conjuntos residenciais. Quase todos os dias, em certas horas, aqueles “homens-construtores” se encaminhavam pela “Nossa Rua” rumo a panificadora para saciar suas fomes e sedes.
Pintamos então.
Aquela bola encontrada no terreno foi carinhosamente empalhada com pedras. Muitas pedras. De todas as formas, tamanhos, cores e texturas. Deixamos-a em um local estratégico. Ficamos a esperar uma cobaia. Melhor, um “homem-construtor”. Também naquelas certas horas passeavam pela “Nossa Rua” um casalzinho, bem simpático por sinal. Logo resolvemos. Eram eles. Por falta não iríamos pecar, talvez por excesso.
Um prontamente gritou:
- Chuta aí, tio!!!
Claro. Óbvio. Evidentemente que não se recusaria. Estava de sandálias “havaianas”, “as únicas que não soltam as tiras e não tem cheiro”. Lembrou? Então, retirou-as. Tomou pique. Foi.
Era moleque correndo para todo lado.
E o rapaz a gemer:
- Seus filhos da...!!!!!!!
Saudades daquela época. Dos bobinhos. Especialmente dos bobões.



Mario Auvim
C
uritibano. Estudou no Cefet-PR e se formou em Ciências Sociais pela UFPR. Em maio de 2000 publicou - “O Ser Social” 


Coisas de crianças e coisas de adultos

      Quarta-feira. Com certeza era uma quarta. Casa dos tios. Tinha uns 7 ou 8 anos. Talvez 9. Flamengo versus Grêmio era televisionado às 21 horas e 30 minutos. Fizemos um bolão. Os adultos fizeram. Claro. Deixaram palpitar. Palpitei. 2 a 1 a favor do Mengão. 2 a 1 placar final do jogo. Ganhei. Quem diria? Ganhei. E sozinho. Estava eufórico. Feliz. Sentia-me um espertalhão. Sabia mais de futebol que os místicos adultos. Então fiquei no meu canto. Impaciente. Nervoso. Vieram me cumprimentar.

- Parabéns pirralho!!!
- Uau!!!
O blá-blá-blá de sempre aos vencedores mirins. Além do mais eu era um vencedor, mesmo que temporário, no meio dos adultos.
Mas quase todos vinham me cumprimentar. Um deles, em alto e bom som dissera:
- O bobão ganhou que tá até tremendo. Mais é um bobão mesmo.
Evidente. Tremi mais ainda. Bobão? Era a primeira vez. A primeira a gente nunca esquece. Nunca esqueci.
Era uma criança. Que culpa tinha eu? De ganhar? O dinheiro não dava para ficar rico. Apenas para algumas coxinhas e refrigerantes a mais na escola.
Bobão?! Creio que se estabeleceu um marco em minha vida. Nada profundo, do qual  não sobreviveria. Mas marcante. No meio de uma estonteante alegria. Rara a uma criança em confronto com os adultos. Alguém tinha de vir com esta: bobão.
Ciúmes? Ódio? Medo por não ser mais uma criança? Por uns míseros trocados?
O gosto da vitória, naquele dia, ficou amargo. Fui para casa mais triste do que feliz. Contudo, também com mais dinheiro no bolso. E olhem só. Nem precisei trabalhar por aquilo. Apenas fui mais espertalhão. Sorte? Quero acreditar que mais esperteza.
Quarta-feira. Com certeza era uma quarta. Casa dos tios. Tinha uns 7 ou 8 anos. Talvez 9. Flamengo versus Grêmio era televisionado às 21:30. Naquele dia os deuses me deram dois presentes: alegria e sabedoria. Nunca esqueci. Cresci e apareci.

Mario Auvim
C
uritibano. Estudou no Cefet-PR e se formou em Ciências Sociais pela UFPR. Em maio de 2000 publicou - “O Ser Social” 


Um dia, um velhinho foi a uma de suas consultas periódicas ao médico, só que desta vez um pouco apressado.
O médico então lhe perguntou:
- Pq a pressa? e ele respondeu:
- Todos os dias neste horário vou visitar minha esposa que está num asilo. E o médico comentou:
- Que bacana! Então vcs matam as saudades, batem papo, namoram um pouquinho!! E o velhinho diz:
- Não! Ela não me reconhece mais, por causa de sua doença.
O médico surpreso então pergunta:
- Mas pq então tanta pressa para vê-la, já que não o reconhece mais?
E com um sorriso no rosto, o velhinho responde:

- Mas eu a reconheço! Eu sei quem ela é e o que representa na minha vida a tantos anos. Por isso todos os dias eu a reconquisto, como se cada conquista fosse única e verdadeira. Este é o verdadeiro amor....INCONDICIONAL!!!

Mário Auvim

Diálogo de uma criança, pronta para nascer, com Deus



A criança perguntou:
- Dizem que serei enviado à terra amanhã...
Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?
E Deus disse:
- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Ele estará te esperando e tomará conta de você.
A criança:
- Mas diga - me: aqui no céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir. O que é suficiente para que eu seja feliz. Serei Feliz lá?
Deus:
- Seu anjo cantará e sorrirá para você...
A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.
Criança.
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
Deus:
- Com muita paciência e carinho, o seu anjo lhe ensinará a falar.
Criança:
- E o que eu farei quando eu quiser te falar?
Deus:
- Seu anjo juntará as suas mãos e lhe ensinará a rezar.
Criança:
- Eu ouvi que na terra há homens maus. Quem me protegerá?
Deus:
- Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arrisque sua própria vida.
Criança:
- Mais eu serei triste porque não te verei mais.
Deus:
- Seu anjo sempre lhe falará sobre mim, lhe ensinará a maneira de vir a mim, e Eu estarei sempre dentro de você.
Nesse momento, havia muita paz no céu. Mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas.
A criança apressada, pediu suavemente:
- Deus, estou a ponto de ir agora.
Diga-me por favor o nome do meu anjo.
E Deus respondeu:
- Você chamará seu anjo de... mãe.
Mário Auvim

Mario 27/06/06
Amizades são feitas de pedacinhos.
Pedacinhos de tempo que vivemos com cada pessoa.
Não importa a quantidade de tempo que passamos com cada amigo, mas a qualidade do tempo que vivemos com ele ...
Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.
Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhadas ...
Outras de escola ...
Outras de saídas, cinemas, diversões ...
Há ainda aquelas que nascem e a gente nem sabe de quê, mas que estão presentes.
Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação.
Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails ... São as famosas " amizades virtuais ".
Diferentes até, mas não menos importantes.
Aprendemos a amar as pessoas sem o julgamento da aparência ou modo de ser ...
Sem etiquetas ou títulos.
Amigos de verdade não precisam disso!
O tempo que passamos com os amigos de verdade não é tempo gasto ...
É tempo ganho, aproveitado, vivido.


Mário Auvim

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Vovó Marta Internada




Chegou ao guichê. Tomou a papelada em assinaturas. A atendente:
- Dona Marta (73), seu quarto tem ... e uma cama para acompanhante e ...
- Acompanhante?! Carece, não!

Mário Auvim


sou alguém sentado em meio-fio
de uma esquina qualquer,
onde não pára ninguém,
de barba por fazer
e canudo amarelado na mão.
sigo placas, não!
nem ditos (im)populares.
***
- direita ou esquerda?
indagou-me um camaleão.
***
a procura,
corri e corri.
mas não alcancei.
cansei.
amanhã, talvez.
vem comigo?
mas não se engane.
***
- direita ou esquerda?
indagou-me um outro camaleão.
***
tenho neurônios para conquistar o mundo, não.
direita nunca foi minha mão.
***
idéias. idéias. ideais.

Mário Auvim

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mulher


Foi ontem. Formatura da FAP - Faculdades de Artes do Paraná. Foi ontem. Discursos emocionantes. Como a arte dever ser. Descobri! A MULHER é uma arte que nasce pronta. Dúvida? Educamente. Solicite a uma que levante seu pé. Educamente. Na sola. Estará lá. Assinatura do maior artista de todos. DEUS.
Já o homem. Pobre homem. Todo quadrado. Sem graciosidade. Sem molejo. Também, antes de uma grande obra, tem-se um rabisco.
Mário Auvim

sábado, 21 de maio de 2011

sábado, 30 de abril de 2011

O Menino nasceu com fome de sonhos. Queria ser e ter. E foi e teve. Se agigantou. Tomou e se apropriou do que podia. E do que não, também. Conquistou a felicidade. Tanta que resolveu dividir. Mas veio o Homem Mau e levou todos os seus travesseiros e gavetas. O Menino se apequenou novamente.


Moral da história...

Mário Alvim

sábado, 12 de março de 2011

Escritos de Mário Alvim

Da champagne gritando no teto lá de casa e da criançada correndo atrás da rolha।
- É minha, é minha, é minha!!!!


Mais uma
As janelas do meu coração. Minhas portas – sempre abertas. Meu travesseiro. Os ponteiros do meu único relógio. Minha música... tudo incondicionalmente teu. E só teu. Meu vaga-lume um dia lua cheia. Hoje brasa de cigarro. Cada cantinho da minha alma está fora de mim, perdidos em bancos de praças de cidades que eu nunca visitei. Não foram facadas. Nem tiros, foram palavras e ações que me fizeram acreditar por quase eternos sessenta segundos que eu nunca fui Mario Auvim. Você, sóbria e sombria, traiu e enganou todos os meus sentimentos. E em noites fantasmas me visitavam, mas ontem eu cansei e fizemos um assalto à geladeira.


Meus Amores

Passeio - (mini - conto)
Fim de tarde ameno. Jardim Botânico. Seu Bernardo, 72. Aos primeiros pingos abriu o guarda-chuva e voltou a abraçar Dona Antonia, 70. Jardim Botânico.



Vovó Marta - (mini - conto)

Marta. Vovó de 8. Mamãe de 3. Nas mãos sacolas cheias de mercado. Cansou no meio do aclive. Não continuou. Uma olhadela ali. Outra acolá. Mais um instante. E outro. Tomou ânimo. Foi.



A Mesa da sala de jantar


Afeiçoada em banquetear dias especiais. Nossos dias especiais. Momentos que marcaram meus castanhos olhos e os seus amendoados, ainda povoam de luz minhas lembranças, aquecendo galopantemente meu coração como fogueiras de São João em dias que estou quase Crosue. Lembro-me dos muitos estrogonofes. Copos entornados. Manchas de molho de tomate em toalhas apressada-men-te preparadas para aqueles ternos tempos. Além, é claro, das Risadas. Jogos de cartas. Amigos nossos e parentes seus, que aquela Mesa acolheu com tanta plenitude. Honestidade. E Amores. Muitos Amores.




 Meus Amores
1993


Vida vinda
Vida ida

De ar invernal
De hábito oriental

Ser e estar
Meu bem estar

Vida foi e é
Nunca mais será

Vida tinha nome
Queria teu sobrenome

Vida em letras
Vida em números

Quando tinha 20
Ela 22

Hoje 26
E eu mais ninguém

Vida segue
Segue vida

Vai!
Vai, segue Vida!


*

Vidas que se chegam e que se vão,
sempre deixam um pouco delas
levando um pouco de mim.


Mário Alvim

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Preconceito

Responda rápido: meia calça cor da pele.

De quem?

Mário Auvim

Orkut/Msn/Sms

Homeopaticamente estamos morrendo por falta de tato.

Mário Auvim

Deus

Ontem Deus veio falar comigo.

Fora dos seus propósitos e, dos meus, uma tal Joaninha pousou em meu braço.

Mário Auvim.
http://www.nenecopasaúna.wordpress.com/

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Existem 3 tipos de pessoas neste mundo: os que constroem pontes; outros que constroem muros; e os que observam as construções.

by: Mario Auvim

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Mundo Embruteceu

O mundo embruteceu

O mundo embruteceu, tudo virou negócio, tudo é dinheiro, tudo se remete ao poder, seja ele intelectual, físico, psíquico e/ou material. A culpa? Foi do próprio homem que configurou a sociedade desta forma. Mas e os que não se adaptam, como numa lei da evolução de Darwin da nossa floresta de concreto? Mas e os que não mentem, mas e os que são responsáveis, mas e os que são dignos, enfim, as pessoas do bem? Por que na busca do poder não há limite, não há coração que não seja passível de se enganar, sentidos a entorpecerem, olhos a ofuscarem. Neste mundo você tem três caminhos. Ou se corrompe e se transforma num filho da puta de um capitalista oportunista; ou se aliena; ou aguarda sua vez nos consultórios de psicólogos e psiquiatras, enriquecendo a indústria farmacêutica de psicotrópicos. E o ditado pichado no muro da padaria do Zé do Pão ainda diz: o herói é sempre o primeiro a morrer.

by: Mario Auvim

Meu blog:
marioauvim.blogspot.com